A Filosofia FITAPRETA para a produção de uva

 
Igualdade entre enólogos e viticultores

Na FITA PRETA os enólogos e viticultores são parceiros de igual importância para a produção de vinho. Vinho de alta qualidade só é possível como o resultado da capacidade humana interagindo com a natureza nas três fases de: criação, transformação e conservação da uva que começa na vinha e termina quando uma garrafa de vinho é aberta.

 
Sistemas naturais complexos

O papel do produtor é entender e interagir com as diversas variáveis e influências interligadas de solo, luz solar, água, temperatura, variedades e as respostas diárias da videira, crescendo os seus frutos, folhas e raízes. O trabalho do viticultor é aplicar com sabedoria todas as ferramentas disponíveis para influenciar favoravelmente os processos que criem alta qualidade de uvas para vinho. Uma vez tomada a decisão de vindimar, o processo de criação termina e o processo de transformação e conservação começa.

 
O Papel do Acaso e Intuição

Embora a viticultura seja uma disciplina científica dominada por números, um bom produtor tem que ser muito mais do que apenas um técnico, realizando uma sequência anual pré-programada de operações na vinha . Os sistemas naturais são demasiado complexos e imprevisíveis para tal abordagem. Como na medicina, uma abordagem puramente científica que não deixa espaço para sentimentos não é desejável. É necessário um bom sentimento para com a terra e plantas, deve haver lugar para a intuição e inspiração. O vinho Palpite assim foi chamado em reconhecimento dos muitos resultados positivos que ocorreram por seguirmos um palpite.

 
Vinhas

As uvas da FitaPreta são provenientes de uma série de vinhas cuidadosamente selecionadas, vinhas premium, propriedade de bons produtores de uva de toda a região e são geridas pela Fitapreta. Os melhores locais são solos minerais ricos em xisto e com a capacidade de limitar o vigor da vinha oferecendo apenas água e sais minerais suficientes para sustentar o crescimento.

 
Gestão da Água e Minerais – As Chaves da Qualidade

A região tem muitos bons vinhedos localizados em solos rasos, nas encostas pedregosas que restringem o vigor. O stress hídrico moderado no início de Julho provoca uma interrupção no crescimento vegetativo e a videira é capaz de concentrar a sua energia na fruta . A monitorização do crescimento dos rebentos e o mapeamento de lignificação do caule em relação ao inicio do amadurecimento dão-nos as primeiras indicações de zonas de vinha, com o potencial de produzir uvas de qualidade superior . Estes excelentes solos muitas vezes requerem uma criteriosa irrigação suplementar para manter as vinhas em funcionamento durante um verão longo e seco . Apesar de algumas opiniões contrárias, se usada correctamente apenas em quantidades de déficit, a irrigação é uma grande ferramenta para melhorar a qualidade do vinho! Para nós faz todo o sentido. Uva que está desidratada pode ser rica em açúcar, mas ainda está sub-madura . Os nutrientes também são geridos para estarem apenas disponíveis em quantidades de deficit de modo a que a copa permaneça sem folhas e o desenvolvimento do fruto ocorra com sombreamento mínimo.

 
Escolha do momento da vindima

Qualquer que seja a variedade, é vital ler corretamente os sinais de vindima e monitorizar o desenvolvimento dos taninos por meio de métodos de laboratório. Muitas vezes, isso requer uma espera até que haja sementes castanhas e caules totalmente lenhificados. No Alentejo, os açúcares são elevados e a acidez começa a descer quando ocorre o ponto ideal de maturação. A “Zonagem” – O novo conceito de Terroir – Fotografias aéreas com cores falsas são utilizadas para identificar as melhores zonas dentro de vinhedos maiores. Essas zonas, quando inspecionados no terreno terão finas, copas abertas e saudáveis, sem sombreamento entre as folhas e sombreamento limitado de cachos. Estas qualidades são essenciais para o crescimento do fruto com óptima cor, pH e uma ausência a aromas verdes.

 
Pulverização Mínima

Bons conhecimentos científicos de pragas e doenças da videira permitem-nos cultivar com o mínimo de pulverização em taxas que são muito inferiores às praticadas no Mundo. O baixo índice pluviométrico e as altas temperaturas na fase de crescimento da vinha ajudam a reduzir a pressão da doença. O oídio é o principal problema e esta doença é normalmente tratada no início da temporada com recurso a enxofre natural, e posteriormente outros produtos de baixo impacto. Na vinha, estamos muito conscientes de que os vinhos podem ser deixados em contato com a pele por períodos até 30 dias pós-vindima, portanto produzir uvas que estão livres de doenças e resíduos é fundamental para a qualidade do vinho. As vinhas não são certificados como orgânicas, mas são cultivadas usando práticas “emprestadas” da viticultura biológica.