É na vinha que o processo de criação começa com uma complexa interação homem, videira, solo e clima. O padrão intransigente de qualidade que distingue a FitaPreta começa na vinha.

 
Um Novo Conceito de “Terroir”

O novo conceito de gestão de “terroir” reconhece que pequenas diferenças no solo e declive que ocorrem naturalmente em pequenas áreas de vinha tem um efeito mensurável sobre os taninos e o perfil aromático, que pode ser observado, medido e provado na vinha.

As zonas, uma vez identificadas são geridas como blocos distintos de uvas homogéneas, são colhidas em separado para produzir vinhos que apresentam diferenças distintas de qualidade e estilo e que são essenciais para a criação de um vinho de classe superior.

 
Vindima

Todas as uvas são vindimadas à mão em caixas de 20 kg . A equipa de vindima é supervisionada para garantir que apenas os cachos de alta qualidade são escolhidos e que as diferentes zonas vitícolas são vindimadas em separado.

 
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Escolha à mão

Assim que as uvas entram na adega são descarregadas caixa a caixa para uma mesa de escolha, até oito pessoas, cuja tarefa é remover todas as folhas, bagos mal coloridos, que sofreram danos por podridão bem como todos os bagos murchos. Este processo pode ser simples e rápido em anos bons e muito trabalhoso em anos maus.

 
Desengace e esmagamento suave

Os frutos devem ser separados do engaço e de seguida serem esmagados dentro de um tanque de fermentação para libertar o sumo sem rasgar o tecido da planta verde, que poderá dar sabores vegetais indesejados. A habilidade está em definir a velocidade ideal e aperto do desengaçador, que varia de acordo com cada lote de uvas.

 
Fluxo de gravidade

O bombeamento do mosto não é permitido para evitar contusões ou rasgar as peles muito frágeis, libertando aromas desinteressantes ou compostos estruturais. As uvas esmagadas são transferidos para a cuba de fermentação por um tapete elevatório.

 
Fermentação Natural

A população de leveduras indígenas inicia a fermentação espontânea. A falta de controle nesta fase é mais arriscada do que inoculações artificiais, mas o prémio são vinhos com maior complexidade aromática. A temperatura de fermentação nunca ultrapassa os 27ºC e as remontagens são conduzidas de uma forma que maximize o contacto com o ar e uma maior estabilidade de cor.

 
Extração controlada

A maceração pós-fermentativa ou cuivason – para usar o termo francês, é considerado como uma das ferramentas de vinificação essenciais da FitaPreta Vinhos, uma vez que permite a extração de taninos mais prolongada . A degustação diária determina a duração do tempo de maceração.

 
Prensas

A prensagem é mais um passo crítico no processo. É importante que seja suave e baseada na degustação. O princípio é relativamente simples: pressionar as peles e extrair todos os elementos que podem contribuir positivamente para o preenchimento do paladar do vinho final, sem extrair componentes herbáceos e amargos.

 
Selecção das Barricas

A selecção das barricas começa com a escolha do melhor carvalho Francês ou Português, um processo não muito diferente do processo de decidir as castas de uva a usar. Em seguida, decidir sobre as espécies de carvalho para usar: Quercus pédonculé – que contribui com mais taninos, ou o Quercus séssil – adicionando mais elementos aromáticos. Uma vez tomadas estas decisões, existem outras opções sobre o grão e do nível de tosta. Nós olhamos para uma gama que permita camadas e complexidade nos nossos vinhos.

 
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Prensagem de cachos inteiros

Cachos inteiros são carregados à mão para uma prensa e, em seguida, um ciclo de prensagem muito lento e suave começa a extrair um sumo puro não contaminado com compostos fenólicos agressivos.

 
Sedimentação natural antes da fermentação

O sumo é colocado numa cuba a baixa temperatura para permitir que as partículas em suspensão se separem do sumo por gravidade. Fermentação de sumo muito limpo dá um vinho mais puro e com menos necessidade de filtração.

 
Fermentação e envelhecimento em barricas

Uma parte do vinho é fermentado em barrica para dar uma maior inserção do aroma e elementos estruturais que uma barrica dá a um bom vinho. Os vinhos envelhecem sobre borras finas e têm “battonâge” semanal para evitar redução e dar estrutura ao vinho.